TRANSFORMAR VIDAS É FECHAR CICLOS.
A principal tendência de todos os setores da economia é ser circular. Quando voluntários se unem para limpar córregos, rios e praias estão emitindo um sinal de alerta à sociedade de modo geral: quando ciclos de produção não se tornam circulares, sobra resíduos em alguma parte do planeta: em geral na água que vamos beber. Limpar córregos, para muitos, é “enxugar gelo”. É querer limpar de forma voluntária (sem gerar renda) o descuido de pessoas que poderiam ter gerado negócios com os resíduos no lugar de descarta-los de forma incorreta. Seja por meio de cooperativas de reciclagem ou empresas de logística reversa (transporte, reciclagem ou reuso), qualquer pessoa pode contribuir com o fortalecimento da economia, gerando renda para muitos associados ou empregados. O que é economia circular: Para uns, a economia circular é um modelo econômico que traz oportunidades para o melhor uso dos recursos naturais e aumento da competitividade da indústria (CNI). Para outros é uma metodologia que compreende a análise de todas as etapas de fabricação do produto, desde a extração da matéria-prima até o final do ciclo de vida (Boticário). Para o Ministério de Desenvolvimento Regional (MDR), a economia circular propõe que os resíduos de uma indústria sirvam de matéria-prima reciclada para outra indústria ou para a própria. Além disso, defende o desenvolvimento de produtos levando em consideração o reaproveitamento que mantenha os materiais no ciclo produtivo. Como a economia circular transforma vidas: Ao gerar novos negócios no fechamento de ciclos produtivos, seja nas indústrias seja no comércio, a economia circular fomenta o empreendedorismo e promove cooperativas ou micro e pequenas empresas. Diversos novos negócios surgiram nos últimos anos nessa área: cooperativas ou centrais de reciclagem, empresas de reciclagem, empresas de compostagem e podas, empresas de compostagem e paisagismo, empresas de comercialização de resíduos. Quando uma pessoa que ainda está atuando na economia linear recebe uma informação qualquer sobre a economia circular, sobre os 5 Rs (repensar, reduzir, reusar, reciclar e retornar), ela se dá conta que seu comportamento precisa se ajustar ao novo século, que sua atitude é do século passado. Novos valores no século XXI Chique hoje é destinar corretamente cada resíduos de sua casa ou de seu negócio. É chique e sustentável deixar separados recipientes de papel, isopor, latas ou plástico para a coleta de uma cooperativa ou empresa de reciclagem. É chique e moderno procurar um destino ecológico para os resíduos orgânicos: empresas de compostagem se multiplicam e vivem da produção de excelentes compostos para o paisagismo de condomínios e residências. Motoristas do século XXI, quando fumam, não jogam bitucas na estrada ou no chão – procuram locais apropriados para reciclagem ou destino final controlado, visto que contém milhares de contaminantes que, de uma forma direta ou indireta, acabam se dissolvendo na água. E a água que bebemos é a mesma, de uma forma ou de outra chega até nós, porque o planeta é circular! Seu papel como líder rotariano e formador de opinião Se ao receber uma informação de qualidade, embasada em pesquisa, uma pessoa pode decidir mudar seus hábitos e transformar sua vida, cabe a cada um de nós, como líderes no que fazemos, pensar em como entregaremos essa informação às pessoas. Alguns rotarianos dirão que é nas escolas, outros proporão ecoturismo como forma de aproximar as pessoas da natureza, porque quem ama protege. E ainda existem possibilidades a serem exploradas com as novas tecnologias de comunicação do nosso século. Promover novos negócios está no DNA de profissionais comprometidos com o desenvolvimento de suas cidades. Negócios que complementem o círculo, utilizando os resíduos de uma indústria ou comércio como matéria-prima para a produção de outros bens. O que não pertence a este século é descartar riqueza como se a matéria-prima do planeta fosse inesgotável em tempos de crescimento populacional, que sempre demanda mais e mais produtos para seu consumo. Família rotária: repense! Transforme-se para transformar vidas. Pense de maneira circular! Busque soluções e faça a diferença. #PessoasEmAção #PessoasQueTransformam #Rotary #Rotaract #SerrinhadoParanoa #aguaslimpasnaserrinha #aguaslimpasnocerrado #aguaslimpasnoLagoParanoá Texto: Cacá Zinato, Comissão Distrital de Meio Ambiente. Fotos: Alberto Palombo, Allan Ramos, Cacá Zinato O Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias foi estabelecido em 2018. Mais de 50 milhões de pessoas registram ações de limpeza de rios e praias nos últimos anos, incluindo o ano da pandemia. São pessoas que entenderam que não existe outro planeta onde buscar água com boa qualidade para bebermos ou realizarmos nossas atividades cotidianas. O Rotary faz parte do Movimento de Limpeza de Rios e Praias. O Rotary é uma rede mundial de profissionais voluntários, líderes em suas áreas, dedicados a colaborar com a solução de alguns dos maiores desafios humanitários, tais como a proteção ambiental, especialmente das águas, ações de saneamento básico, melhoria da educação básica, promoção da paz e desenvolvimento comunitário. A rede de voluntários rotarianos está presente em 218 países e regiões geográficas, atuando por meio de mais de 36 mil Rotary Clubs, que reúnem cerca de 1,2 milhão de voluntários. O lema do ano rotário 2021-2022 é Servir para Transformar Vidas. Juntos somos fortes e podemos transformar vidas!






