Mensagem do Diretor de Rotary Internacional 2021-23 - Dezembro/2021
Nosso compromisso com a prevenção e o tratamento de doenças
Em seu calendário anual, o Rotary designou o mês de dezembro como o da Prevenção e Tratamento de Doenças. Aspecto que constitui uma das áreas de enfoque tanto para o Rotary como para a Fundação Rotária.
Historicamente, o Rotary teve e tem um compromisso importante com a saúde pública, o que se tornou evidente com o extraordinário programa de erradicação da pólio, que nos colocou como líderes de uma luta que beneficiou mais de 2,5 bilhões de crianças em todo o mundo.
Na hora atual, frente à pandemia que afeta a humanidade, o Rotary, com autoridade, faz sentir sua voz e aposta mais uma vez na vacinação como parte da solução para a crise sanitária que aflige o planeta. E colocou sua experiência à disposição para colaborar com a resolução dessa situação, que gerou a lamentável perda de milhões de seres humanos e paralisou a vida em diversos âmbitos do trabalho cotidiano.
Com nossas ações, nós, rotarianos e rotaractianos do mundo, temos validado com vantagem, nestes tempos de pandemia, que o Rotary é a primeira organização de ajuda humanitária do planeta e que o nosso compromisso com a prevenção e o tratamento de doenças é parte do nosso excepcional legado.
O valor das pequenas mudanças
O mundo está sempre se transformando, passando de uma situação para outra, de um momento para outro, de um dia para outro, e o Rotary não foi, nem é alheio a essa realidade. Há 116 anos, enfrenta com sucesso essa situação inexorável. a pandemia que agora açoita a humanidade, com consequências diversas, é um nítido exemplo disso.
As grandes conquistas alcançadas pelo Rotary não aconteceram da noite para o dia. Foram muitos momentos importantes, uma longa soma de triunfos e, por vezes, de avanços modestos. Uma evolução gradual, não isenta de sacrifícios, que nos levou a ser “a primeira organização de ajuda humanitária do mundo”.
Nossa organização conseguiu algo que raramente é alcançado: desenvolveu seu potencial. Nós sabemos até onde podemos e queremos chegar.
A história do Rotary nos ensina que, às vezes, uma pequena mudança, um pequeno hábito, pode trazer resultados extraordinários para alcançar os objetivos.
Se somos conscientes de tudo isso, façamos disso um motivo condutor e encorajemos a inovação na busca das melhores práticas para termos clubes que não somente se adaptem às mudanças, mas que, como corresponde a uma organização como a nossa, as liderem em busca de comunidades melhores, mais equitativas e mais inclusivas.
Tenhamos presente que as decisões que tomemos hoje determinarão a diferença entre a organização, o clube e o rotariano que somos e a organização, o clube e o rotariano que poderíamos ser para construir o futuro. Portanto, o que importa é saber se as nossas ações estão nos conduzindo ao caminho do sucesso perante o amanhã em um mundo em constante mudança.
Outubro/2021
Desafio da nossa geração no Rotary
Um dos desafios que enfrentamos no espaço e no tempo em que vivemos como uma geração no Rotary é o de sustentar uma cultura organizacional forte.
Para atingirmos esse objetivo, nossos valores institucionais constituem um elemento fundamental, que deve ser compartilhado de forma intensa e abrangente.
Quanto mais associados conhecerem, aceitarem e priorizarem os valores que nos unem, e quanto mais estiverem compromissados com eles, mais forte será a nossa cultura organizacional. Isso terá muita influência no comportamento de cada integrante do nosso quadro associativo e criará os espaços necessários para que desenvolvam as suas capacidades em busca do sucesso da organização.
Uma cultura organizacional forte reduz a rotatividade dos membros da organização e mostra um acordo sólido em relação a seus objetivos e às prioridades do seu plano estratégico, alcançando a unanimidade de propósitos.
Isso estabelece a coesão, a lealdade e o compromisso, qualidades que diminuem a propensão a deixar a organização e, ao mesmo tempo, empoderam e dão sentido de pertencimento, porque fidelizam os associados e fortalecem a organização.
Em síntese, uma cultura organizacional forte, baseada em valores, nos proporciona uma organização mais vigorosa, não somente com capacidade de se adaptar às mudanças, mas também de libertá-las de sua própria marca, tal como corresponde à organização humanitária mais importante que o mundo tem hoje para mudar vidas: o Rotary. Por isso mesmo, seus valores e princípios são imutáveis.
SETEBRO/2021
Uma responsabilidade de todos nós
Como sabemos, em seu calendário anual o Rotary designa setembro como o Mês da Educação Básica e Alfabetização, destacando assim a importância que atribui ao tema – da maior relevância para alcançarmos a paz positiva que a nossa organização defende.
É óbvio que, sem níveis adequados de educação, as comunidades são afetadas e o direito fundamental a uma vida digna é relegado.
Sem educação, não há Estado de bem-estar e, sem este, não há Estado de direito – e, em consequência, a paz é abandonada, dando lugar a conflitos de vários tipos que afetam a vida de pessoas e nações.
A educação deve ser cuidada, uma vez que ela é um direito natural, pois se trata de um componente essencial do direito à vida. Nenhuma forma de exclusão, portanto, deve ser admitida, devendo se estabelecer uma ação permanente que reúna esforços de caráter inclusivo.
Especificamente na América Latina, alcançar níveis adequados de educação é uma tarefa pendente para direcionar nossas nações a um futuro melhor, que as tornem sociedades legitimamente livres e democráticas e, ao mesmo tempo, capazes de competir no mundo de hoje, no qual a educação, a tecnologia e a cultura aumentam, cada vez mais, as lacunas da desigualdade.
Conscientes disso, nós rotarianos trabalhamos pela educação e a abordamos como uma das nossas sete áreas de enfoque, e ansiamos por um maior envolvimento dos setores público e privado nessa cruzada que é responsabilidade de todos.
* O autor é Julio César Silva-Santisteban Ojeda, diretor 2021-23 do Rotary International.
AGOSTO/2021
Convicção e certeza compartilhadas
No Rotary, o mês de agosto é dedicado ao quadro associativo. E, permanentemente, recebemos treinamento, trocamos ideias e atuamos em prol de expandi-lo.
No entanto, não conseguimos ultrapassar a barreira de 1,2 milhão de associados, apesar da entrada das mulheres na organização e da sua inestimável contribuição.
Ingressei no Rotary há 34 anos, quando esse já era um dos aspectos que geravam preocupação. Em realidade, os números atuais, se excluirmos a contribuição feminina, são quase os mesmos de três décadas atrás.
Várias gerações de governadores distritais vêm direcionando seus melhores esforços para mudar a situação.
Os redistritamentos e as modificações legislativas em relação ao Rotaract não produziram (pelo menos na América Latina) os resultados esperados.
Alguns aspectos inerentes à instituição têm sido deixados de lado por muitos clubes em nome de “melhores práticas” e da “inovação e flexibilidade”, como o sistema de classificação ou as normas que sustentam a organização.
Tudo isto a favor do aumento do quadro associativo, mas, talvez, descuidando de compreender, e de fazer compreender aqueles a quem convidamos para se tornar parte dessa organização extraordinária, a primeira de ajuda humanitária do mundo, que o Rotary possui valores e princípios imutáveis que o informam e sustentam.
E há duas colunas que apoiam seu templo: a amizade e o serviço. São inestimáveis.
Por isso, proponho-lhes que cada um de nós assuma o que considero o maior poder que temos para desenvolver o Rotary, entendendo que o crescimento será uma consequência inexorável: nossa responsabilidade diante do legado recebido e diante das gerações futuras.
Estou certo de que vocês têm a mesma convicção e certeza compartilhadas de que o desenvolvimento e o futuro do Rotary dependem da importância que cada um de nós confere ao compromisso de ser rotariano, da honestidade para honrar esse compromisso e do valor que lhe atribuímos em nossas vidas. E isso trará como consequência um crescimento sustentado do nosso quadro associativo e, portanto, da nossa ação.
Assim, poderemos tornar realidade o objetivo do presidente do Rotary, Shekhar Metha, para este ano: chegarmos ao número de 1 milhão e trezentos mil rotarianos por meio do desafio Cada Um Traz Um – na convicção de que o mundo precisa de mais mentes, mais corações e mais mãos para construir a paz permanente sob os nobres ideais do Rotary.
* O autor é Julio César Silva-Santisteban Ojeda, diretor 2021-23 do Rotary International.






